No Dia Mundial da Segurança Viária, descubra quais são os erros mais comuns de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
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No Dia Mundial da Segurança Viária, celebrado em 10 de junho, o Brasil se vê diante de uma realidade alarmante: 36.403 pessoas morreram no trânsito em 2024, o quinto aumento consecutivo desde 2019, segundo o Ministério da Saúde. Nas rodovias federais, a PRF registrou 6.160 mortes e 84.526 feridos em 73.156 sinistros — uma média de 16 mortes por dia. Para cada morte, a Organização Mundial da Saúde estima entre 20 e 50 feridos, gerando pressão sistêmica sobre o sistema de saúde.
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O custo econômico é igualmente devastador: os sinistros custam à sociedade até R$ 320 bilhões por ano, segundo o Banco Mundial — valor superior ao orçamento do Ministério da Saúde em 2025. Mais de 90% dos acidentes têm como causa principal a falha humana, percentual que permanece praticamente inalterado desde 2006, segundo a Confederação Nacional dos Transportes.
Os dados da PRF para 2024 revelam um padrão consistente: entre os 9,48 milhões de autos de infração lavrados nas rodovias federais, o excesso de velocidade lidera com 6,56 milhões de registros, seguido por ultrapassagens indevidas (301.513) e não uso do cinto de segurança (216.267). A desatenção foi responsável por 42% dos acidentes em 2024.

Principais infrações de trânsito nas rodovias federais — Brasil 2024. Fonte: PRF/Anuário 2024
Com mais de 6,5 milhões de autuações em 2024, o excesso de velocidade é a infração mais comum nas rodovias federais. Velocidades acima do limite amplificam a gravidade das colisões e reduzem o tempo de reação. As colisões frontais somaram 50 mil registros em 2024 e estão entre os acidentes mais letais. A Fundação Dom Cabral identificou que pistas simples concentraram 35.300 ocorrências e 4.291 mortes em 2024 — o pior índice da série histórica.
A desatenção ao volante responde por 42% dos acidentes. Ao desviar o olhar por apenas 2 segundos a 80 km/h, o motorista percorre mais de 44 metros sem visão da via. O uso do celular ao volante é classificado como infração gravíssima no Código de Trânsito Brasileiro, com multa de R$ 293,47 e suspensão da habilitação.
Em 2024, foram registrados 3.855 acidentes causados pelo álcool nas rodovias federais, com 194 mortes e 3.109 feridos — alta de 7% em relação a 2023. Mais de 4 mil pessoas foram detidas por embriaguez ao volante só no carnaval. A Lei Seca estabelece tolerância zero, com multa, suspensão por 12 meses e, em caso de acidente, pena de prisão.
As ultrapassagens indevidas geraram 301.513 autuações em 2024. Esse comportamento é especialmente perigoso em pistas simples, onde a invasão da faixa contrária resulta em colisões frontais letais. As colisões laterais — típicas de cruzamentos — lideraram os registros com 55 mil ocorrências em 2024.
O não uso do cinto gerou 216.267 autuações em 2024. Em motocicletas, a ausência de capacete homologado agrava o risco de morte: acidentes com motos resultaram em 2.024 mortes nas rodovias federais em 2024. Com 35 milhões de motos registradas e o crescimento das entregas por aplicativo, motociclistas são o grupo mais vulnerável do trânsito. Pneus carecas, freios desgastados e faróis com defeito também ampliam o risco — especialmente em chuva e à noite.
| Erro / Comportamento | Quem mais comete | Principal risco | Medida preventiva |
|---|---|---|---|
| Excesso de velocidade | Motoristas e motociclistas | Colisões frontais letais; 6,56 mi de autuações em 2024 (PRF) | Respeitar limites; atenção a radares e condições da via |
| Uso do celular ao volante | Motoristas | Desatenção responsável por 42% dos acidentes em 2024 | Modo "Não Perturbe ao Dirigir"; nunca digitar mensagens |
| Direção sob efeito de álcool | Motoristas e motociclistas | 3.855 acidentes e 194 mortes nas rodovias federais em 2024 | Tolerância zero; usar aplicativo de transporte ou motorista designado |
| Ultrapassagens indevidas | Motoristas | Colisões frontais em pistas simples; 301.513 autuações em 2024 | Ultrapassar apenas em trechos sinalizados com visibilidade total |
| Não uso do cinto de segurança | Motoristas e passageiros | Ejeção do veículo; 216.267 autuações em 2024 (PRF) | Cinto em todos os bancos; cadeirinha para crianças |
| Falta de capacete / EPI (moto) | Motociclistas | 2.024 mortes de motociclistas nas rodovias federais em 2024 | Capacete com certificação INMETRO; jaqueta, luvas e calçado fechado |
| Desrespeito à sinalização | Todos os condutores | Colisões laterais em cruzamentos; 55 mil registros em 2024 | Reduzir velocidade em cruzamentos; parar no sinal vermelho |
| Falta de manutenção do veículo | Todos os condutores | Falha de freios, pneus e iluminação; risco ampliado em chuva | Revisão periódica; verificar pneus, freios e fluidos regularmente |
| Imprudência de pedestres e ciclistas | Pedestres e ciclistas | 10 mil atropelamentos registrados em 2024 | Usar faixa de pedestre; colete refletivo à noite; respeitar semáforos |
O Dia Mundial da Segurança Viária integra o Plano Global da ONU para reduzir pela metade as mortes viárias até 2030. O Brasil, porém, caminha na direção oposta: registrou um aumento de 8,94% nas mortes em 2024 frente a 2023, segundo o Mapa da Segurança Pública 2025. A taxa nacional chegou a 17,1 mortes por 100 mil habitantes — oito vezes maior que a da Suécia. O perfil das vítimas é revelador: 87% são homens, e jovens de 20 a 29 anos representam 33% de todas as mortes.
Mesmo o motorista mais cuidadoso pode se envolver em um acidente causado por terceiros. Com mais de 73 mil sinistros registrados nas rodovias federais em 2024 e alta de 8,94% nas mortes, a probabilidade de envolvimento em um acidente ao longo da vida útil de um veículo é estatisticamente relevante. O seguro auto cobre danos materiais, assistência 24 horas, proteção a terceiros e, em muitos casos, carro reserva — reduzindo o impacto financeiro de um sinistro que pode custar dezenas de milhares de reais.
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Os dados de 2024 são inequívocos: o Brasil enfrenta uma crise de segurança viária que combina comportamentos de risco consolidados com frota crescente e infraestrutura ainda deficiente em muitos trechos. O Dia Mundial da Segurança Viária é uma oportunidade para cada condutor, motociclista, ciclista e pedestre refletir sobre seu papel nesse cenário. Adotar hábitos mais seguros é um ato de responsabilidade com a própria vida e com a de quem divide as vias. E para os imprevistos que fogem ao controle, contar com um bom seguro auto é a última linha de defesa financeira — cotação gratuita disponível na Compareemcasa.
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