Veja os carros mais roubados e furtados em 2026, os números mais recentes, os limites do ranking nacional e como reduzir o risco e escolher o seguro.
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O que os dados realmente mostram
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Não existe, até o momento, um ranking nacional oficial e consolidado por modelo para todo o ano de 2026. A resposta mais rigorosa à pergunta “quais são os carros mais roubados no Brasil em 2026?” precisa, portanto, combinar duas lentes: o balanço nacional fechado de 2025, que mede o total de veículos subtraídos, e levantamentos parciais de 2026, que identificam modelos em recortes específicos.
O retrato mais recente por modelo vem da Grande São Paulo: entre janeiro e julho de 2026, HB20, Ford Ka e Onix lideraram as ocorrências de roubo e furto. Isso não transforma a lista em ranking do Brasil nem em balanço anual. Ela cobre 39 municípios, sete meses e veículos leves e utilitários. Ainda assim, é o recorte público mais atual e detalhado para orientar motoristas — desde que seus limites permaneçam visíveis.
O levantamento da Ituran, elaborado com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, contabilizou 25.065 ocorrências na Região Metropolitana entre janeiro e julho. O total caiu 13,3% ante as 28.896 ocorrências do mesmo intervalo de 2025; 87,5% dos casos de 2026 foram furtos. Os números e o ranking foram publicados pelo Terra Mobilidade.
| Posição | Modelo | Ocorrências | Período e abrangência | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Hyundai HB20 | 1.213 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 2 | Ford Ka | 1.087 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 3 | Chevrolet Onix | 916 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 4 | Volkswagen Gol | 885 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 5 | Fiat Uno | 819 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 6 | Chevrolet Corsa | 805 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 7 | Fiat Argo | 744 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 8 | Renault Kwid | 715 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 9 | Fiat Mobi | 669 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
| 10 | Jeep Renegade | 631 | Jan.–jul. de 2026; Grande SP | Ituran/SSP-SP |
A análise estatística desses dez modelos soma 8.484 ocorrências, com média de 848,4 por modelo e intervalo de 631 a 1.213. Os três primeiros concentram 3.216 casos, ou 37,9% do top 10. Já os dez juntos equivalem a 33,8% das 25.065 ocorrências regionais; portanto, dois terços dos casos envolveram modelos fora dessa lista.

Ocorrências de roubo e furto, somadas. Fonte: Ituran, com dados da SSP-SP.
No furto, o veículo é subtraído sem contato, violência ou grave ameaça contra a vítima. No roubo, há contato com violência ou ameaça. A distinção, explicada pela Polícia Civil de MS, importa para entender o risco: furto costuma envolver o carro estacionado; roubo expõe diretamente o motorista ou ocupantes.
No recorte da Grande São Paulo, a participação de 87,5% dos furtos mostra que a subtração sem confronto dominou os registros do período. Isso não permite concluir que todo proprietário enfrenta o mesmo risco, pois faltam denominadores por modelo — isto é, quantos exemplares de cada carro circulam na região.
O Anuário 2026 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública consolida os registros nacionais de 2025, informados por órgãos estaduais. Foram 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos, contra 345.503 em 2024. A taxa passou de 278,7 para 238,9 registros por 100 mil veículos, queda de 14,3%.
| Categoria | 2024 | 2025 | Variação da taxa |
|---|---|---|---|
| Roubo | 126.358 | 104.491 | -20,6% |
| Furto | 219.145 | 203.949 | -10,6% |
| Total | 345.503 | 308.440 | -14,3% |
Em 2025, furtos responderam por 66,1% do total nacional e roubos por 33,9%. A redução foi mais intensa nos roubos, mas o volume combinado ainda correspondeu a cerca de 845 registros por dia. São números de todos os veículos e não trazem uma classificação nacional por modelo.
A SSP-SP disponibiliza consultas de veículos subtraídos por ano, mas seus dados representam registros policiais estaduais. A própria nota metodológica da secretaria alerta que estatísticas criminais refletem crimes detectados, notificados e registrados, e não uma reprodução perfeita de todo o universo criminal. A consulta está no portal da SSP-SP.
Já o Índice de Veículos Roubados da Susep usa dados do mercado segurador. A consulta oficial do IVR da Susep é útil para comparar sinistros com a frota segurada exposta, mas não equivale a um censo policial de toda a frota brasileira. Rankings que misturam boletins estaduais, carteiras de seguradoras e dados da Susep sem esclarecer denominadores podem produzir uma falsa aparência de comparação nacional.
Modelos populares podem aparecer no topo simplesmente porque há mais unidades circulando. Para afirmar que um carro é proporcionalmente mais visado, seria necessário dividir ocorrências pela frota comparável do modelo, na mesma área e no mesmo período. O ranking paulista informa volume absoluto, não essa taxa.
Outro levantamento nacional do primeiro semestre de 2026 colocou Ford Ka, Onix e Gol nas primeiras posições, mas considera somente a carteira da Loovi. O próprio Portal do Trânsito ressalta que a amostra não representa um ranking nacional consolidado. A divergência em relação à Grande SP não é necessariamente contradição: universo, território e composição da frota são diferentes.
A concentração de compactos populares e veículos mais antigos é compatível com algumas hipóteses: frota numerosa, ampla circulação, liquidez de peças e maior exposição de exemplares antigos. No levantamento paulista, 8.120 dos 10.611 veículos subtraídos no primeiro trimestre tinham ao menos cinco anos; 4.222 tinham mais de dez anos, segundo cobertura do Estadão.
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Esses dados sustentam uma associação, não provam a motivação dos criminosos. Para demonstrar que demanda de peças, vulnerabilidade eletrônica ou valor de revenda causa mais ocorrências, seriam necessários inquéritos, dados de desmanches e taxas por frota. Também não é correto concluir que um modelo do top 10 seja tecnicamente “mais fácil” de furtar.
Antes de contratar, verifique se a apólice cobre tanto roubo quanto furto, qual é o critério de indenização integral — valor de mercado referenciado ou valor determinado — e qual percentual da tabela de referência foi contratado. Confira também prazo e documentos para aviso de sinistro, exigência de rastreador, regras se o veículo for recuperado com avarias, franquia para reparo parcial, assistência 24 horas, carro reserva e exclusões.
Uma cobertura exclusiva de roubo e furto pode não incluir colisão, danos a terceiros, vidros ou eventos naturais. Preço baixo, sozinho, não informa a amplitude da proteção. Em caso de subtração, a orientação é acionar a polícia, registrar o B.O. e avisar corretor e seguradora; o fluxo é descrito pela Compareemcasa.
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Não há ranking nacional oficial consolidado por modelo para todo o ano. No recorte mais atual da Grande São Paulo, de janeiro a julho, o HB20 lidera roubos e furtos somados, com 1.213 ocorrências.
Na Grande São Paulo, HB20, Ford Ka e Chevrolet Onix ocupam as três primeiras posições. A lista não deve ser extrapolada automaticamente para o país.
Sim. Furto ocorre sem violência ou grave ameaça à vítima; roubo envolve violência ou ameaça.
Não necessariamente. O preço considera vários elementos, como modelo, região de circulação, perfil do condutor, uso, histórico de sinistros, coberturas e franquia. A frequência de roubo e furto pode ser um fator, mas não é o único.
Se o evento estiver coberto e as condições contratuais forem cumpridas, a indenização segue o critério definido na apólice. Por isso, é essencial conferir percentual de referência, documentos, prazos e exclusões antes da contratação.
Em 2026, a evidência disponível aponta HB20, Ka e Onix no topo da Grande São Paulo, enquanto uma carteira privada nacional apresenta outra ordem. O dado nacional fechado mais recente mostra 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025, com predominância de furtos e queda frente a 2024. A conclusão responsável não é declarar um campeão brasileiro definitivo, mas acompanhar recortes comparáveis, exigir período e fonte e separar volume absoluto de risco proporcional.
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