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🥇Carros mais roubados no Brasil em 2026: ranking e dados

Veja os carros mais roubados e furtados em 2026, os números mais recentes, os limites do ranking nacional e como reduzir o risco e escolher o seguro.

Laura Ruiz
Por Laura RuizAtualizado 22 Out 2026

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Carros mais roubados no Brasil em 2026

O que os dados realmente mostram

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Não existe, até o momento, um ranking nacional oficial e consolidado por modelo para todo o ano de 2026. A resposta mais rigorosa à pergunta “quais são os carros mais roubados no Brasil em 2026?” precisa, portanto, combinar duas lentes: o balanço nacional fechado de 2025, que mede o total de veículos subtraídos, e levantamentos parciais de 2026, que identificam modelos em recortes específicos.

O retrato mais recente por modelo vem da Grande São Paulo: entre janeiro e julho de 2026, HB20, Ford Ka e Onix lideraram as ocorrências de roubo e furto. Isso não transforma a lista em ranking do Brasil nem em balanço anual. Ela cobre 39 municípios, sete meses e veículos leves e utilitários. Ainda assim, é o recorte público mais atual e detalhado para orientar motoristas — desde que seus limites permaneçam visíveis.

O ranking disponível em 2026

O levantamento da Ituran, elaborado com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, contabilizou 25.065 ocorrências na Região Metropolitana entre janeiro e julho. O total caiu 13,3% ante as 28.896 ocorrências do mesmo intervalo de 2025; 87,5% dos casos de 2026 foram furtos. Os números e o ranking foram publicados pelo Terra Mobilidade.

Modelos com mais ocorrências na Grande São Paulo em 2026
PosiçãoModeloOcorrênciasPeríodo e abrangênciaFonte
1Hyundai HB201.213Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
2Ford Ka1.087Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
3Chevrolet Onix916Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
4Volkswagen Gol885Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
5Fiat Uno819Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
6Chevrolet Corsa805Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
7Fiat Argo744Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
8Renault Kwid715Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
9Fiat Mobi669Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP
10Jeep Renegade631Jan.–jul. de 2026; Grande SPIturan/SSP-SP

A análise estatística desses dez modelos soma 8.484 ocorrências, com média de 848,4 por modelo e intervalo de 631 a 1.213. Os três primeiros concentram 3.216 casos, ou 37,9% do top 10. Já os dez juntos equivalem a 33,8% das 25.065 ocorrências regionais; portanto, dois terços dos casos envolveram modelos fora dessa lista.

Carros com mais roubos e furtos na Grande São Paulo entre janeiro e julho de 2026

Ocorrências de roubo e furto, somadas. Fonte: Ituran, com dados da SSP-SP.

Roubo e furto não são a mesma coisa

No furto, o veículo é subtraído sem contato, violência ou grave ameaça contra a vítima. No roubo, há contato com violência ou ameaça. A distinção, explicada pela Polícia Civil de MS, importa para entender o risco: furto costuma envolver o carro estacionado; roubo expõe diretamente o motorista ou ocupantes.

No recorte da Grande São Paulo, a participação de 87,5% dos furtos mostra que a subtração sem confronto dominou os registros do período. Isso não permite concluir que todo proprietário enfrenta o mesmo risco, pois faltam denominadores por modelo — isto é, quantos exemplares de cada carro circulam na região.

O que o balanço nacional fechado revela?

O Anuário 2026 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública consolida os registros nacionais de 2025, informados por órgãos estaduais. Foram 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos, contra 345.503 em 2024. A taxa passou de 278,7 para 238,9 registros por 100 mil veículos, queda de 14,3%.

Brasil: roubos e furtos de veículos em 2024 e 2025
Categoria20242025Variação da taxa
Roubo126.358104.491-20,6%
Furto219.145203.949-10,6%
Total345.503308.440-14,3%

Em 2025, furtos responderam por 66,1% do total nacional e roubos por 33,9%. A redução foi mais intensa nos roubos, mas o volume combinado ainda correspondeu a cerca de 845 registros por dia. São números de todos os veículos e não trazem uma classificação nacional por modelo.

Por que não há um “campeão nacional” confiável em 2026?

Bases diferentes respondem a perguntas diferentes

A SSP-SP disponibiliza consultas de veículos subtraídos por ano, mas seus dados representam registros policiais estaduais. A própria nota metodológica da secretaria alerta que estatísticas criminais refletem crimes detectados, notificados e registrados, e não uma reprodução perfeita de todo o universo criminal. A consulta está no portal da SSP-SP.

Já o Índice de Veículos Roubados da Susep usa dados do mercado segurador. A consulta oficial do IVR da Susep é útil para comparar sinistros com a frota segurada exposta, mas não equivale a um censo policial de toda a frota brasileira. Rankings que misturam boletins estaduais, carteiras de seguradoras e dados da Susep sem esclarecer denominadores podem produzir uma falsa aparência de comparação nacional.

Quantidade não é probabilidade

Modelos populares podem aparecer no topo simplesmente porque há mais unidades circulando. Para afirmar que um carro é proporcionalmente mais visado, seria necessário dividir ocorrências pela frota comparável do modelo, na mesma área e no mesmo período. O ranking paulista informa volume absoluto, não essa taxa.

Outro levantamento nacional do primeiro semestre de 2026 colocou Ford Ka, Onix e Gol nas primeiras posições, mas considera somente a carteira da Loovi. O próprio Portal do Trânsito ressalta que a amostra não representa um ranking nacional consolidado. A divergência em relação à Grande SP não é necessariamente contradição: universo, território e composição da frota são diferentes.

Por que esses modelos aparecem tanto?

A concentração de compactos populares e veículos mais antigos é compatível com algumas hipóteses: frota numerosa, ampla circulação, liquidez de peças e maior exposição de exemplares antigos. No levantamento paulista, 8.120 dos 10.611 veículos subtraídos no primeiro trimestre tinham ao menos cinco anos; 4.222 tinham mais de dez anos, segundo cobertura do Estadão.

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Esses dados sustentam uma associação, não provam a motivação dos criminosos. Para demonstrar que demanda de peças, vulnerabilidade eletrônica ou valor de revenda causa mais ocorrências, seriam necessários inquéritos, dados de desmanches e taxas por frota. Também não é correto concluir que um modelo do top 10 seja tecnicamente “mais fácil” de furtar.

Como reduzir o risco?

  1. Prefira garagem ou estacionamento controlado e locais iluminados; ao parar na rua, evite deixar o carro por longos períodos no mesmo ponto.
  2. Use camadas independentes de proteção, como trava mecânica visível, alarme, bloqueador e rastreador. Nenhum dispositivo elimina o risco.
  3. Não deixe chave reserva, documento ou objetos visíveis no veículo. Confira o travamento manualmente, sobretudo após usar o controle remoto.
  4. Em caso de roubo, não reaja. Priorize a integridade das pessoas, acione a polícia e faça o boletim de ocorrência rapidamente.
  5. Mantenha placa, chassi, apólice e canais da seguradora acessíveis fora do carro.

O que conferir no seguro contra roubo e furto?

Antes de contratar, verifique se a apólice cobre tanto roubo quanto furto, qual é o critério de indenização integral — valor de mercado referenciado ou valor determinado — e qual percentual da tabela de referência foi contratado. Confira também prazo e documentos para aviso de sinistro, exigência de rastreador, regras se o veículo for recuperado com avarias, franquia para reparo parcial, assistência 24 horas, carro reserva e exclusões.

Uma cobertura exclusiva de roubo e furto pode não incluir colisão, danos a terceiros, vidros ou eventos naturais. Preço baixo, sozinho, não informa a amplitude da proteção. Em caso de subtração, a orientação é acionar a polícia, registrar o B.O. e avisar corretor e seguradora; o fluxo é descrito pela Compareemcasa.

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Perguntas frequentes

Qual é o carro mais roubado do Brasil em 2026?

Não há ranking nacional oficial consolidado por modelo para todo o ano. No recorte mais atual da Grande São Paulo, de janeiro a julho, o HB20 lidera roubos e furtos somados, com 1.213 ocorrências.

Quais são os três carros mais visados em 2026?

Na Grande São Paulo, HB20, Ford Ka e Chevrolet Onix ocupam as três primeiras posições. A lista não deve ser extrapolada automaticamente para o país.

Furto de carro é diferente de roubo?

Sim. Furto ocorre sem violência ou grave ameaça à vítima; roubo envolve violência ou ameaça.

Carro mais roubado sempre tem seguro mais caro?

Não necessariamente. O preço considera vários elementos, como modelo, região de circulação, perfil do condutor, uso, histórico de sinistros, coberturas e franquia. A frequência de roubo e furto pode ser um fator, mas não é o único.

O seguro paga se o carro não for recuperado?

Se o evento estiver coberto e as condições contratuais forem cumpridas, a indenização segue o critério definido na apólice. Por isso, é essencial conferir percentual de referência, documentos, prazos e exclusões antes da contratação.

Leia a data antes de ler o ranking

Em 2026, a evidência disponível aponta HB20, Ka e Onix no topo da Grande São Paulo, enquanto uma carteira privada nacional apresenta outra ordem. O dado nacional fechado mais recente mostra 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025, com predominância de furtos e queda frente a 2024. A conclusão responsável não é declarar um campeão brasileiro definitivo, mas acompanhar recortes comparáveis, exigir período e fonte e separar volume absoluto de risco proporcional.

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